quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Crise dos 23



Com o perigo iminente de não ir para casa no fim do ano; o reflexo da situação, me despertou uma força ortogonal à paz e que, alem de derrubar, me abriu os olhos para o questionar das críticas, do ufanismo constitucional, dos ideais revolucionários que se perderam... Será que servem de alguma coisa, mesmo!? Muitas vezes, ou melhor, no meu caso, direcionar o âmbito “vidal” a um modo menos superficial parecia ser o necessário. Descobri que nada se pode fazer quando há - simplesmente – teorias, desejos, vontades e uma total sobrevivência dependente. O auto custeio desejado é difícil, ainda mais para quem se deu conta tarde, o que não me ajuda nada nada - por outro lado – só me deixa mais cabisbaixo.
Passar a não ver tevê me parecia uma atitude tão merecedora de diferença, diferença a qual só me colocava no lugar que mais repudio. O buraco, sem dúvida, é mais embaixo! Quantas vezes critiquei mentes maiores que a minha só por saber de algo certo, quem diabus disse que é certo? Estes olhares de lado ou os suspiros de pena não mostram nada alem da inexperiência que tenho. Ontem falei que queria ter 35 a 38 anos, quem me dera, já teria passado por todas as crises, eu acho, e trataria melhor as pessoas que não me entende.
Um dia ouvi a frase “blog de aluno revoltado” não foi o suficiente para excluir o meu, mas, vindo de quem veio, foi alvo de reflexão. As alusões feitas por mim, estas que pensei ser experiências de vida ou algo que nos levasse ao mundo, propriamente dito, si quer conseguiram suprir necessidades básicas, então ainda me resta acreditar ou não – olha o livre arbítrio aí – complicado demais, ter tanta coisa para estudar é sufocante, sem falar que tem sempre alguém melhor.
E eu sei! summonando artifícios cabíveis para a época, ou melhor, olhando alguns vídeos no You Tube, me esbarrei com uma entrevista da com a Clarisse Lispektor - dizia que: não se importava, não sabia, estou triste, caramba! Estas declarações só me deixam mais sem pé. Se este povo diz que não sabe, não podemos resumir ao simples repudio ao público ou a mídia, por isso não me dou bem com os fora do seu tempo ou dou.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Consciência sem distância

A distância do docente ao discente é fator comum à violência, pois, os conflitos escolares crescem na medida em que responsáveis vêem o problema e os tomam negligentemente. Portanto, tê-los com menos descaso e sensibilidade é uma atitude à altura dos educadores.

Hoje, nota-se um olhar superficial sobre os casos de violência nas escolas, isto é, direção, professores e funcionários não tomam providencias a níveis pedagógicos. Com isso, a definição do educador se perde, pois “simples empurrões entre alunos”, como é dito por alguns professores, é gerador de maiores conflitos futuros. Sensibilizar-se que um problema da sociedade é um problema comum e é uma ação que vai de encontro à resolução da violência - essa que por sua vez – afeta a todos.

Um aluno dito como hostil, sofreu uma série de más influencias, ou seja, do sistema financeiro ao convívio familiar esse aluno é exposto à violência. Repreensões físicas, grades, câmeras, reforço policial é uma solução, no entanto – pela escola promover integração - medidas deste caráter não são cabíveis, pois a verdadeira ação contra a violência é a educação; “eduque o homem e terá frutos a longo prazo”. Deste modo assim, o meio beneficente reflete um individuo pacífico.

Portanto, só a educação e todos os meios de pluralizá-la não bastam para garantir a paz, pois uma sociedade deve ter seus setores interligados afim de objetivos comuns, assim, a conscientização e trabalho em conjunto promove uma maior ciência de fatores causais e solucionais de toda e qualquer violência.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Do que é feito um ídolo?

Em rotineiras e exigentes virtudes, me rebati com um estudo a respeito de como as pessoas, ou melhor, como os famosos conseguem manter sua fama, mesmo sem fazer algo notório por algum tempo. A conclusão foi espantosa, eu me senti um pequenino diante dos superficiais motivos aos quais moldamos nossas vidas, mesas de farras e, na pior das hipóteses, espaços educacionais.

A necessidade de termos algo em comum nos levou – com um empurrãozinho da nossa amiga de sempre, a tevê – a um “kupus” vicioso, isto é, nos direcionou uma comunicação em forma circular e, com um diâmetro não merecedor de cálculos, é essa a ação que assegura ibopes e feijão com arroz nas mesas dos astros desastrados. A simples gula – “tá bem”, não é tão simples assim – a compunção ou desejo de calar a boca de um amigo ao falar mal do seu ídolo é a real forma de revigorá-los, é o ato de mantê-los nas capas, contracapas e outdoors das mais movimentadas vias. Exemplo disso - antes de tudo - com a permissão dos credores... É o Michael, Astros POP, depois do óbito, verão quão será a renda das suas marcas.

Devo admitir que a princípio ser alguém famoso é trabalhoso. Mostrar para um grupo que o se faz é merecedor de tietagens é - sem dúvida alguma - um ato de poucos. Porem nosso objetivo de “desmascaração” não é como se tornaram, e sim, porque ainda são. Poderia acabar essa indaga agora com o simples fato de olhar para o calendário e ver que há 2009 anos que contamos dias de vida, dor, alegrias e morte a partir de um grande acontecimento, acabando assim com os pilares da sociedade que nada cria, que leva a teoria do nada se perde, nada vem do nada. Ainda acho que um dia largo essa vida e viro hippie - simplesmente - por me pedirem exemplos, porque isso, porque aquilo, blá-blá-bla!

A superficialidade, portanto migra por regiões “sinápiscas”, quem me dera não ser uma sazonal! O descaso com as reais intenções é a queda da primeira pedra do dominó, é, aquele dominó enfileirado com as mais nobres forças dos que lutaram por mentes mais abertas - não queriam sensitivos - mas seria bom um olhar por traz de tudo que empurram nos nossos corações, e assim, tornarmos alerta dos reais, reais e reais motivos.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Jack Soul Brasileiro

Esta semana, algumas ações me levaram à ascensão - musicalmente falando - sai um pouco dos meus vícios, “dos quais me orgulho” e comecei a ouvir Jazz, Blues, Folk, Forró, não o estilizado, mas o do filho do Seu Januário, entre outros, sabendo do nível musical que ganharia e que não seria apenas um teste, afinal falei em evoluir e clarear para tudo o que me fez ser o que sou, musicalmente falando, oxente.

No início do mês, toquei junto com a minha banda – minha banda, que humilde em! Apresentamos-nos na maior festa da minha cidade; a culturesca e desbravadora Cantoria de São Gabriel, a nossa apresentação estava recheada de Pop-Rock, MPB e Reggae, eu acho que fomos bem, os maiores críticos de lá falaram a favor, isso me deixou muito orgulhoso do que nos tornamos. Cortar condões umbilicais às vezes tem resultados, foi assim que recebemos aplausos e um caloroso, ah nossa, como os meninos evoluíram, a questão de evoluir é mero ponto de vista, sei que não agradamos a todos. Só para ligar esse parágrafo ao inicial, uma noite antes o maior representante do Folk legitimamente brasileiro se apresentou - ao meu ponto de vista é claro - Zé Geraldo manda bem, como fala o próprio, falou malandro, ê Minas Gerais.

Quando começamos com o nosso movimento banda de garagem, sonhos alheios né? Fazíamos covers de bandas de rock. Agora entende o “ah como os meninos evoluíram”? Pois, com isso aí, nunca que deixo passar a questão do: até que ponto devo dar valor só às minhas coisas, até que ponto a minha cultura é mais cultural, até onde vou com o xenofobismo. Sandices a parte, comparar com homeopatas não me darão as respostas; nunca se sabe qual a dose que mata ou qual a dose que cura, assim – ainda basta só com o; ah, como eles tocaram as coisas que gostamos. Sem mais delongas -admito o que não admitia.

Só sei que foi assim. Apegar-me a historia poderia explicar essa mobilidade cultural, porem é da natureza humana, ou melhor, é da gente brasileira; um povo que tem muitas opções culturais, sorrisos para dar – com isso fica difícil - poderia tocar axé, brega, forró, funk, e mesmo assim agradaria. O que pega mesmo são as tachações. Quem disse que não posso tocar Rock no Nordeste, quem disse que não posso tocar Jazz no Brasil, quem disse que não posso dar uma guitarra de presente ao invés de um berimbau. Exclamo tudo isso, mas minha gente, aja com o bom censo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Rimar: para que?

Uso palavras para criticar,
Uso animados pra exemplificar,

Faço isso sem querer – minha lira para hilarizar,
A palavra assim esverdeia ao simples confirmar.

O adestramento Cego-Surdo-Mudo, sem se quer alivia,


Ao mesmo tempo em que a sátira geográfica é fácil e vivencia,
Com período decassílabo num panorama pra rimar.

Numa critica que anima, arria e castiga,

Em tempos de disputas que me faz te fazer rir, ao príncipe se levantar.

A sutil forma de enganar

Seria bem mais fácil se o problema fosse a escola. A criação de centros educacionais, sem duvidas, diminui o problema, porem inocente é aquele que vê um centro físico como única solução, pois - nota-se - sem pestanejar, uma despreocupação com quem ensina e uma maior ainda com quem é ensinado.

Ao analisar o nível educacional de um aluno não é posto em questão a estrutura – obviamente - de onde ele foi educado, isto é, um teste educacional procura avaliar a sua bagagem adquirida ao longo da sua carreira discente, pois, numa prova como o ENEM, por exemplo, não tem questões abordando característica físicas da sua escola ou capacidade pedagógica dos seus docentes, então, apontar a escola como milagreira é uma atitude de quem precisa encobrir algo, atitude do governo para se exato.

Hoje, escolas modelos estão aí, projetos que deixariam qualquer um de boca aberta e com aquele orgulho superficial; o Estado anda trabalhando. Porem, isso não foi por acaso. A maquiagem que uma grande obra traz é o suficiente para abduzir fracos corações, no entanto, olhando um pouco mais a fundo, a própria escola que deviria direcionar estas pessoas a uma visão menos superficial se torna uma cartada de mestre para alienar professores, alunos e comunidade do que – realmente – deveria acontecer.

Deste modo assim, a escola – como muitos outros direitos – acaba sendo prostituída por quem deveria fazê-la objeto de libertação. A preocupação com a qualidade é suprimida no momento em que se vangloriam do seu poder hipnótico, logicamente, ao dar estrutura e não qualidade, vendo dessa forma: quem precisa de seres pensantes...

sábado, 14 de março de 2009

Do que eu bem entendo

Essa nunca será declarações ou revelação, destarte, “já mais serão, nunca serão”.

É como ser uma formiga sem sua força, conjugalmente, para seguir um cheiro.

É como ser João Gilberto sem a sua excentricidade, logicamente, para não tolerar casualidades de despercebidos - não tolerar falta de respeito - para ser claro.

É como ser uma paroxítona terminada em vogal sem o seu acento agudo no “e ou o” dos ditongos abertos da vida, onde – sem questionar – fora e fará, não terão problemas.

Não é como ser nada dos nenhuns “não's” das garotas que não gosta de gente burro, reverentemente, ao simples ponto de vista.

Seria olhar para uma guitarra e confundir uma diatônica mesclada ao mixolídios feita em tappings com um Dó, que dó, desculpe aí Hendriks.

Entre as estrelas do meu drama você já foi meu anjo azul, chegamos num final feliz...
... Me diz em que lugar cadê você.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fiz a minha parte


“Mãos e corações livres e quentes (...) Agora paciência” . Depois de mais uma vitória de um velho sistema onde vendemos nossas obrigações, depois de mais uma vitória de uma democracia comprada que mostra a alienação e, acima de tudo, a infidelidade perante a uma “onça”, que mostra a lealdade com a esperança que até então, com os meios que temos – lidas - por isso, votar pra não voltar às mesmas seria o certo, no entanto são poucos os fieis e esperançosos.


Poderia berrar exaltando a minha imparcialidade e a falta de culpa que tenho nisso, assim não teria - e não tenho - nenhuma culpa do que acontecerá neste “Quarteto fantástico” que serão estes anos do governo do mau hálito, todavia como são de pequenos atos que se mede um homem, me preocupo com meus familiares e amigos que ainda estão na minha terra, mesmo eles não tendo algum “rabo-preso”.


A revolta, o barramento, a infelicidade, a vergonha, o vetor que mostra seres tão previsíveis adia o processo de renascença da pequena São Gabriel. O Prefeito eleito neste ultimo ato de “burrice popular majoritária” mesmo declarando que não seria um bom prefeito teve uma vitória que faria de qualquer pessoa um herói popular se não usasse da precariedade momentânea e da falta do que seguir a qual a maioria do meu povo tem tatuado em seus corações. Talvez ficar calado ajudaria, só que eu ouvi, vi e senti momento a momento preocupações, nem que seja preocupação egoísta, deu pra sentir na minoria um clamor por realidade por um chá de semancol aos infectados com ouro de tolo.


Hoje é fácil perceber a adjetivação substantival e o antropomorfismo que virá no dia 1° de janeiro de 2009 com a chegada do novo prefeito que com o seu tom de voz caninomorfotizante de cidadãos burros, fará como prometido pelo próprio uma analogia a o plano de metas de JK, 400 em 4, eita!! Zé Carlos acebolado que por antagonia a um conhecido de João Cabral em uma vida Severina de final feliz, a uma vida acebolada de democracia burra levantando aquilo de sentar, deitar, rolar, fingir-se de morto e celebrar a estupidez humana, estupidez da nossa nação.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

E agora José.


Nunca que uma quarta-feira foi tão esperada, falo isso, pois a expressão carnavalesca do meu povo não é uma das mais culturais. É perceptível, que o meu ponto de vista vai de contra a definição de cultura, que por sua vez, junto à antropologia fala que qualquer forma de manifestação humana se torna “cultura”.



Ainda assim, tenho argumentos para difundir a necessidade de algo a mais, não com a mesma ferocidade de algumas musicas carnavalescas de hoje, alias não só no carnaval, mas de todos os momentos - afinal - dizem que na Bahia carnaval é o ano todo, já basta ser chamado de preguiçosos e ter fama de burro, graça a alguns aí. Então, como já foi dito e sempre vamos ouvir: a Bahia não é só isso minha gente! essa impregnação que temos de pegar o que chama mais a atenção, -“(pra muitos)”- e estereotipa num todo, tem que acabar. Afinal de contas tenho certeza que os bárbaros, como era chamado qualquer povo que não fosse Romano, tinha muito mais de que pele em seus corpos.



Em leituras anteriores vi a preocupação de mestres em relação às dádivas nordestinas, com a invenção do forro estilizado. Com isso, podemos falar que o samba estilizado, o pagode e o axé estilizado estão em alta, e moldando mentes promissoras, mais do que nunca. Tem até graça – depois da preocupação, depois do nervosismo, do desespero, do desprezo e depois disso tudo vem à sátira. Podemos dizer que as fronteiras culturais hoje estão muito mais sucateadas, muito mais craques em dribles, nem comento os embargos ao chegarmos a outros países – não preciso ir tão longe. A sensibilidade musical praticamente não existe, usam de instrumentos fascinantes, técnicas muito apuradas, músicos muito bem estudados, isso deveria dar qualidade a musica, no entanto não passam de cacofonias e a desvalorização moral, histórica e social.



Então, da forma que falei da baixa cultura, uma forma que deixasse a idéia de grandeza, no entanto grande mesmo é a boa cultura, prova disso são as exportações, cansamos de ver nossas musicas – musica que vale a pena ouvir, que desperta algo mais quebradinhas de chanas em asfaltos – serem interpretadas, e que interpretação em, nas festas de hoje. Apologia hoje à cultura sensata pode dar idéia de coisa antiquada, de coisa ultrapassada, queria eu não ouvir isso ai ao sair de casa, mas, porem, no entanto, todavia e sem fazer comparação com culturas de outros estados, a nossa, afinal de contas por preocupação com os meus – a forma que a nossa maioria expressa à cultura tem que diferenciar, tem que acabar essa fama aí.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

São Gabriel - Poesia Melderna

São Gabriel, São Gabriel.
Folhas de folhas, folhas de papel.
Baixão seco que ti preocupas
Que de nel num el , inspira cordel.


Né num é Gabrié, o que te atinge?
Tu tens os lábios de Mel?
E sem não tem, que te preocupas?
Se fazem de Mel amargar. É fel!


E os céus, né num é Gabriel,
Como se não bastasse o mal
Que em tempos de seca,
Aquela velha historia de sal?


O que amalgamar filho do réu?
Aquela ladeira? Já não da rasteira
Nem num né, quem pulou a porteira
Com medo da baladeira


Risada bandida, ó quem o diga.
“Ku.ku.ku.ku.ku.- Surucucu”
Mas, quem com ela castiga?
Aquele que com amor,nem num nú, fala do Gabiru!


Né num nal é no Final?
Natal virar funeral? Nem num nal!
Nem roupas de arraial
Faz te festejar, ó, lagoa do cristal.


Mas, né num nal “Gabrielzal”?
Nem se fosse bacanal!
Que é Mel nosso de cada dia!
Que vem nas cantorias, juntar tudo que é Maria,nem num nia, pra ver alegria de quem não tem carnaval...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Entendi

Como já era de se esperar, Jairzinho ia pegar o leite no curral do seu Lino.

- Seu Lino

- Oi Jairzinho, pegar o leite foi?

- aaah o senhor como sempre me surpreende, advinha todas.

- Cof-cof, é. Cof-cof

- Seu Lino, suas vacas só produzem leite?

- Não - cof-cof - ta vedo aquela vacas preta ali, de suas tetas saem café, cof-cof, fresquinho.

- oh, nossa, então daquela outra ali sai leite, e dessa outra aqui café com leite né?

- Isso mesmo.

- Só mais uma coisa, porque não vende café ou café com leite, porque só vende o leite?

- Na verdade, há uma necessidade de me colocar em meu lugar, já existem outros vaqueiros que vendem café, e outros que vendem café com leite. Eu poderia sim vender todos os produtos expandindo assim o meu negocio, no entanto, não sou adepto de captais, sem falar é claro que a maioria das minhas vacas são brancas e outra coisa, o que prefere Jairzinho, saber fazer várias coisas ou ser especialista em uma só, antigamente foi assim, hoje quanto melhor o meu leite um maior preço pagarão por ele.

- aaaaaaaaaaaah entendi. Eita, já ia me esquecendo do leite de mamãe, ela realmente não vai acreditar que o senhor tem uma vaca que da café, imagina só uma que da café com leite.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Palavras de quem entende

O escritor Ariano Suassuna em uma matéria publicada num jornal sobre o chamado forró estilizado, que está lotando casas de show e praças públicas, principalmente nas cidades interioranas do Nordeste, ficou escandalizado ao ouvir algumas das músicas de várias bandas que seguem essa linha grotesca, do achincalhe e da desmoralização a mulher.

As suas considerações renderam críticas e durante uma das suas
aulas-espetáculo, ano passado, ele foi questionado, por ter 'malhado' uma música da banda Calipso, apontada de mau gosto. Quando mostraram a Ariano algumas letras das bandas desse tipo de 'forró', ele exclamou: 'Eita, que é pior do que eu pensava'. Do que ele pensava e do que muito mais gente jamais imaginou.

Para conhecer algumas letras e as respectivas bandas, Ariano foi na fonte e lá se deparou com 'Calcinha no chão' (Banda Caviar com Rapadura),'Zé Priquito' (Cantor Duquinha), 'Fiel à putaria' (Banda de Felipão Forró Moral), 'Chefe do puteiro' (Banda Aviões do forró), 'Mulher roleira' (Banda Saia Rodada), 'Mulher roleira a resposta' (Banda Forró Real).

Encontrou também 'Chico Rola' (Banda Bonde do Forró), 'Banho de língua' (Banda Solteirões do Forró), 'Vou dá-lhe de cano de ferro' (Banda Forró Chacal), 'Dinheiro na mão, calcinha no chão' (Banda Saia Rodada), 'Sou viciado em putaria' (Banda Ferro na Boneca), 'Abre as pernas e dê uma sentadinha' (Banda Gaviões do forró), 'Tapa na cara, puxão no cabelo' (Banda Swing do forró) entre tantas "pérolas" desta artilharia que anda povoando a mentes de quem, parece não pensa, desconhece a boa música brasileira. Diante de todas essas possibilidades, Ariano Suassuna disse que toda essa esculhambação tem uma origem.

Veja o que escreveu o mestre:

"Esta 'esculhambação' não é culpa exatamente das bandas, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. Faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se.

Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas do turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde.

Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos Alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem.

Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'E vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente.

Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos... não precisa dizer mais nada..."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Chega de Perguntas!

Um dia destes na fila do Pop’s, já vinha observando a postura dos “Popsmaniacos” - numa outra oportunidade explico o que é o Pop’s - queria abrir a boca e massacrar todos aqueles que cortavam fila, os que estavam impacientes, os que chamavam as cozinheiras com nomezinhos, saia cada coisa, Mamy, Super Nany, Dona Maria, Serpentina até Sheha – Shiha-Shiaha paranram paranram paranranram Shiaha, quase morro de rir – só que, não poderia, já mais poderia incriminar alguém por isso, que culpa eles têm? É só mais uma a qual fomos obrigados.

Hoje é mais atraente pegar algo dos outros e fundamentar algo seu, resumindo então, não há mais nada pra se inventa ou descobrir – a não ser a cestinha de pastel da “Tia Marienilde” ou o plásticozinho da identidade, o que nos levam a uma discussão. Porque encobrir com um adesivo transparente, porque existe quebra-molas, porque os carros são fabricados para correm até mais de 220Km/h se o permitido é 100km/h? Pelos mesmos motivos que furamos uma fila. Odeio ditados em antítese, todavia, a mesma mão que acaricia é a mesma que maltrata, poderia ser essa também, a mesma língua que fala bem é a que fala mal. Com a Educação vêm duas coisas: Torna-se um furador de fila ou abre um banheiro popular do outro lado – sabonete comunitário.

Parece que a criação é sempre o meu ponto de partida, só não gosto de ir mais a fundo – não é meu papel, sabe de quem é? Sempre conseguimos modelos, me cobram citações, o que eu falo não é o bastante, quem pode duvidar da veridicidade das minhas palavras? Quem me garante que os que sempre tomei em citações falam a verdade? Uso isso pra obter um senso critico, quando o tenho, começo a contestar se é isso mesmo que deveria ter. Será a natureza do ser humano viver em profunda flexibilidade? Será que foi por isso que inventaram as regras? Será que foi por isso que preciso de um papel pra provar a minha estadia aqui, isso é medo do que eu diga ao dizer que eu não sou ou sou o que eu digo que nunca vou ser?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Esfriando a cuca




Aqui estou com a cabeça fulminante, eitaaa! Esses últimos dez dias foram incríveis, consegui desengomar roupas, embriagar sem necessidade e pensar muito a respeito de amizades, despedidas, reputação e caráter, o mais incrível nisso tudo é que o pobre e envelhecido conceito de sociedade não me permite responder em primeira pessoa, por quê? Experimente analisar qualquer do que foi citado levando como referencial uma pessoa só, então fico feliz por ter amigos, opa!!! Amizade, já é um começo!
Contraditório nada! O individualismo é uma forma maciça de amizade, dou-lhes um conceito: É um conceito político, moral e social que exprime a afirmação e liberdade do indivíduo frente a um grupo, especialmente à sociedade e ao Estado, seria até blasfêmia comentar isso ai, político faça política sozinho, organizes suas células, faça eleições, até vejo o slogan dos Leucócitos “eu prometo combater o HIV, prometo dar um fim em tudo que é ruim”, caia nessa... Homi! Não que a política se resume à partidária, mas é um ótimo exemplo sem falar que é engraçado. Nossa moralidade e sociedade o individualismo citou isso, mas olha só o “numero e a pessoa”, essa eu nem comento.
Coisas que colocam em sua cabeça. Isso me lembra uma frase popular a respeito de traição. A reputação. Antes de qualquer coisa não fui consultado, nem perguntaram se eu queria nascer, se eu queria viver em sociedade, intrigante -com certeza eu ficaria com a pílula azul - só que não é tão simples. Imagina só, ter que visitar sua namorada e dar de cara com um cachorro com formato de tubarão (detalhe, você é um gato) sem falar que, há uma legenda em inglês sempre que ele resmunga, ainda falam que é a natureza (coitado do Ikky), por isso, se comporte, deixe de viver, abrace o seu gato e vá dormir antes das 10. Minto, faz o que te der vontade, e olha que não sou discípulo de Crowley.
Naqueles tempos ditosos ia colher as pitangas, trepava a tirar as mangas, brincava à beira do ar, rezava às Ave-Marias, achava o céu sempre lindo. Adormecia sorrindo e despertava a cantar! -Casimiro de Abreu. Tive que summonar alguém para me ajudar nesta de saudades e despedidas, mas tenho medo de ironizar, gosto muito dos românticos, só que o trepar ficou estranho até o meu editor de textos acusou, coisa que ele nunca faz (você quis dizer “ter relações sexuais”). Eu invoco o Dragão Branco de Olhos Azuis, essa eu puxei do baú, vou tentar, eu invoco um anjo torto destes que vem da sombra, invoco um anjo esbelto destes que tocam trombetas e coloco em modo de defesa um anjo safado, o chato dum querubim, caramba, disso que sinto falta, eita! Que tempão bom!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Ná ná ná ná ná, e ta faltando tudo no planeta dos macacos!



A maioria das ações, soluções e invenções vem diretamente de uma fraqueza. É perceptível que: se alguém inventou cerveja, com espuma, não visava o lucro; se alguém inventou a geladeira – logicamente - não visava o lucro; por fim, se alguém teve a genial idéia de colocar uma corda para separar quem fica perto ou longe de uma carreta com som – se fosse só por isso - deliberadamente, não visava lucro, é sério! Eles só visavam isso? No entanto poucos de nós – Ice Men – veem que melhor forma de filtração, catação e todos os métodos de separação que aprendemos em química não há, e que querendo ou não, reflete a nossa tradição. Assim comemoramos, todos com camisetas iguais - é claro, o velho e quebrado capitalismo.

Essa semana - não pude esperar o fim do período, também pudera, quase cai das pernas – essa semana passando pelo centro de Petrolina vi uma grande placa vermelha com letras amarelas: Cursinho Preparatório para a OAB, “venham e mostre que somos os melhores”. De todas as palavras objetivas que são sinônimas a espanto, não consegui colocá-las no inicio do parágrafo, sei que a ideia de cursinho é totalmente podre - só que nunca pensei que chegariam a tanto. Uma invenção que era entre o nível médio e o superior agora está entre o nível superior e a licença para executá-lo, quem pensaria nisso, que invenção magnânima, (...) singular. E eu que pensei que não existiam coisas tão “simples” para inventar.

FACAPE-PE e UNEB-Juazeiro, estas são as únicas faculdades de Direito aqui no Vale do São Francisco, pelo menos as únicas presenciais, de alguns tempo para ca sempre há uma turma de formandos na UNEB, o índice de aprovação na OAB é de 98%, o curso está entre os 10 melhores do país. 2009, ano que a primeira turma de direito da FACAPE estufara o seu peito e jogara 60 recém formados advogados ai, analogia alguma ao cursinho preparatório. Todavia, tem gente que vê isso como forma de ganhar a vida, tem gente que quer mesmo ajudar aos novos formandos a achar o êxito na avaliação da Ordem, será mesmo? Só coloquei assim (será mesmo), pois acho que to exagerando.

Por tanto, para concluir vou gerar aqui uma linha do tempo, Esopo: via o seu meio, sua vida como escravo, daí fazia suas fábulas; Darvin, decidiu expandir um pouco mais, viajou o mundo e de todas as coisas observadas mostrou soluções e muito mais que evoluções; todos os escritores, poetas, cronistas, romancistas, todos que de alguma forma define-se à literatura e ao mundo como foi se formando viram o que precisava, o que tava faltando e “simplesmente” deram soluções, eu falei soluções viu.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

UNEB 2009




A prova da UNEB 2009 (Universidade Estadual da Bahia) será muito concorrida. As dicas para a
prova deverão ser seguidas a risca por aqueles candidatos que pretendem adquirir uma vaga na universidade.

As principais dicas para a prova da UNEB são:

• Ler cada questão no mínimo três vezes;
• Conhecimento prévio dos assuntos que irão cair na prova;
• As alternativas que criticam o capitalismo e o consumismo estão certas;
• As alternativas que se mostram a favor de mudanças políticas e sociais também estão corretas;
• Na redação, a culpa sempre é do Estado e ele deve ser o objeto da conclusão da redação.
• A UNEB é extremamente de esquerda, os livros que vão cair, não caem casualmente, todos tem uma ligação com a Bahia, Nordeste e assuntos que envolvem a política em geral;
• A UNEB e super-regionalista veja isso como ponto de partida;
• Antes de abrir o caderno de provas da UNEB, vista um estereótipo de um injustiçado, um pobre coitado abandonado pelo sistema, seja critico acima de tudo.

Relatos dos Professores

Português

A prova da UNEB tem o seu formato convencional: 15 questões, distribuídas pelos conteúdos de interpretação, obras literárias e gramática aplicada ao texto. O estudo do texto foi predominante, sem deixar de lado o trabalho com a gramática dirigida ao texto e as questões voltadas para a compreensão das obras indicadas. A prova não teve um alto grau de dificuldade, não sendo raro encontrar candidatos que acertaram todas as questões. Para obter bons resultados, é preciso concentrar-se na leitura dos textos. Por vezes, um pequeno trecho pode servir de inspiração para uma ou várias questões e, ao dispersar-se na leitura, o aluno confunde-se. Nas questões atreladas à gramática, é fundamental a paciência para voltar ao texto. Apesar de muitos argumentarem não ser necessária a leitura das obras indicadas, o fato de tê-las lido interfere positivamente no psicológico do aluno. Para 2009, cremos que não haverá nenhuma alteração substancial na prova. As obras literárias, inclusive, são as mesmas do ano anterior. É prática da UNEB utilizar, como questão, a gramática dentro do texto, sem deixar de exigir do aluno a base, ou seja, o conhecimento normativo que o fará compreender o uso da gramática no contexto. Quanto ao texto usado na abertura da prova, é comum o caráter informativo e denotativo, de modo que os alunos não devem ficar apreensivos. Os textos informativos são claros e objetivos e conduzem o candidato a uma visão crítica da realidade.


Língua Estrangeira

A prova da UNEB tem 10 questões, dividida em 6 questões de compreensão e interpretação e 4 questões de gramática e vocabulário. As questões de interpretação nos últimos dois anos não foram de grande dificuldade. Os textos não tinham vocabulário complexo e foram escolhidos temas do cotidiano. Não seria estranho se houvesse uma charge na prova, relacionada ao texto principal. A questão de vocabulário segue um padrão já há alguns anos. São retiradas palavras ou expressões do texto, e é pedido que se identifique o sinônimo adequado. Esta questão deve ser analisada com cuidado, já que uma mesma palavra pode ter mais de um significado e este só pode ser identificado dentro de um contexto. As questões de gramática também seguem um padrão. Sempre aparece uma questão sobre divergência léxicas. Heterosemânticos (palavras iguais com significados diferentes), heterogenéricos (palavras com gênero diferente), heterofônicos (palavras com pronúncia diferente), heterotônicos (palavras com sílaba tônica diferente), heterográficos (palavras com grafia diferente); e palavras biléxicas (palavras com duas traduções) devem ser do domínio do aluno. Em outra questão, são retiradas conjunções, preposições, advérbios e locuções diversas, e pergunta-se o que aquela palavra ou locução expressa no texto. Cuidado, já que uma palavra pode expressar coisas diferentes. A outra questão de gramática pede a classificação gramatical de termos do texto, como substantivos, adjetivos, conjunções e verbos.


Geografia

As provas têm evoluído bastante. Questões vinculadas à regionalidade, com desdobramentos nacionais, são comuns. Estude hidrografia aplicada à atualidade brasileira e toda a problemática que envolve o Rio São Francisco, a transposição de suas águas e a realidade de suas populações ribeirinhas. A UNEB tem proposto reflexões críticas sobre a estrutura fundiária brasileira e as questões demográficas, sobretudo no que se refere aos fenômenos migratórios entre as regiões brasileiras, o drama sertanejo e a falta de políticas públicas para assentar populações nos campos. Conhecimentos sobre fluxos migratórios, suas causas e conseqüências são exigidos, assim como o domínio conceitual da globalização. O vestibular se preocupa com as questões urbanas – sobretudo aquilo que se relaciona com o crescimento desordenado e as ondas de violência com origem nas desigualdades sociais – e com a problemática realidade fundiária brasileira que apresenta sujeitos como os grileiros e posseiros, além dos trabalhadores braçais extremamente explorados. Para 2009, esperamos que a UNEB continue premiando temas importantes . Milton Santos e a geografia crítica são sempre gratas surpresas.


História

A prova é interdisciplinar, com questões de História e Geografia. Conseqüentemente, devem ser priorizados os temas que associem as Ciências Humanas. Um exemplo seria as civilizações de regadio do Egito e Mesopotâmia, onde os rios Nilo, Tigre e Eufrates foram determinantes para esses povos. Em História do Brasil, o ciclo do açúcar pode gerar associações com a produção atual de etanol. Há questões interpretativas e outras mais fáceis. No geral, a prova é trabalhosa e tem que ser lida com muita atenção. Muitas questões têm charges e isso torna a prova “mais leve”. Em 2008, a prova deve manter essa tendência. Idade Antiga e Idade Média representam no máximo 10% da prova. Na História do Brasil, a Era Vargas e o período de Juscelino são temas sempre presentes. A época de redemocratização após o Regime Militar também aparece, destacando-se o momento de implantação do neoliberalismo. Na História Geral, revise a época da guerra fria e os conflitos atuais mais importantes. Arrisco um palpite sobre América Latina e a emergência de governos de tendência mais esquerdista. Não esqueça da “questão Palestina” que continua sem solução, embora tenha sido abrandada pela diminuição das hostilidades. O fato novo é que os palestinos estão divididos e lutando entre si, disputando o Fatah e o Hamas. Além disso, lembrar que a Rússia está crescendo bastante e oscila entre 1º e 2º lugar na condição de maior produtor de petróleo do mundo.


Biologia

A prova de Ciências da UNEB da natureza possui 30 questões temáticas, com textos que servem para a resolução de questões de biologia, química e física. Em 2008 foram cobrados fisiologia animal, evolução da vida, metabolismo, ecologia, cito-genética.
Para 2009 vale a pena relembrar temas como fisiologia animal, com destaque para fisiologia neuronal e sistema cardio-respiratório. Questões sobre ecologia podem abordar a dinâmica dos ecossistemas, a utilização dos recursos naturais e fenômenos envolvendo fatores ou agentes que causam desequilíbrio ao meio. Vale a pena revisar temas como magnificação trófica e aquecimento global. Em citologia questões podem cobrar o estudo sobre os componentes bioquímicos, com destaque para os ácidos nucléicos. Lembrando também da importância da análise dos processos bioenergéticos, das questões evolutivas e de temas associados com a biotecnologia, como a ação terapêutica das células-tronco e a nanotecnologia.


Química

Química, na UNEB, faz parte da prova de Ciências da Natureza, e é uma prova que segue uma linha parecida com a prova de Ciências Naturais da Ufba no que diz respeito à abordagem dos temas ligados ao cotidiano. Nos últimos três anos notamos a presença de textos tratando de temas extremamente atuais, extraídos de impressos de grande circulação como as revistas Veja, Superinteressante e Scientific American e o jornal A Tarde. Vale a pena ressaltar que os textos inspiram quatro ou cinco questões que aparecem a seguir e que, na maioria das vezes, não influenciam na resolução dos problemas. Por isso, não se desespere se o texto abordar um tema que você não domina! Por exemplo, um trecho de uma reportagem dizia que “o uso de sonares militares, para localizar submarinos inimigos, e por empresas, para encontrar reservas de gás e petróleo, era responsável pelo encalhe de baleias nas praias.” A questão de química depois do texto cobrava do candidato conhecimentos sobre a destilação fracionada e a composição do petróleo! (lembre-se que petróleo e os seus derivados são temas quase que obrigatórios quando se fala em abordagem contextualizada e química do meio ambiente, como é o caso da abordagem feita pela UNEB). Revise alguns tópicos associados ao dia a dia e ao meio ambiente

Física

A prova da UNEB não é exatamente uma prova interdisciplinar, pois as questões referentes a cada disciplina são independentes, apesar de procederem de um mesmo texto. Nos últimos anos a prova constou de cinco textos apenas, com cerca de seis questões interligadas a cada um deles. A partir de uma seleção criteriosa dos textos, as perguntas fluíram de modo natural e o aluno não foi penalizado com situações esdrúxulas, numa tentativa por parte dos autores da prova de integrar os conteúdos programáticos a qualquer custo.
Os textos em sua esmagadora maioria traziam informes sobre avanços tecnológicos ou pesquisas científicas, figurando como temas transversais, em algumas situações, impactos ambientais e a ética na ciência. Na parte de física, as questões mesclam abordagens matemáticas, às vezes demasiadamente difíceis, e verificações conceituais e teóricas em proporções equilibradas, não havendo ênfase em nenhum tópico específico em detrimento de outros. Em outras palavras, ocorre uma cobrança homogênea do conteúdo proposto, ainda que, em alguns casos, num nível de dificuldade considerável.
Como exemplificação e também uma oportunidade de treinamento, confira ao lado cinco questões a partir de temas em evidência.


Matemática

A prova da UNEB de matemática possui 15 questões. Em 2008 foram cobrados principalmente matemática básica, as geometrias, logaritmos e funções. O grau de dificuldade se manteve, foi uma prova tranqüila. As questões de matemática do vestibular da UNEB são bastante tradicionais. Deve ser mantido o mesmo padrão de anos anteriores, com uma distribuição bastante equilibrada dos assuntos do programa de matemática e com a proposta de questões que envolvam raciocínio em detrimento das fórmulas. Para resolver bem a prova, os candidatos devem iniciar o teste pelos assuntos que mais dominam, deixando para o final os itens em que há maior dificuldade. Para 2009, lembre-se de rever estatística e matemática financeira, que provavelmente serão as duas últimas questões da prova. Não deixe de revisar matrizes, geometrias, progressões e funções, pois também são questões certas.

http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=825876


domingo, 18 de janeiro de 2009

Redação Nota 10 (parte2)




Reivindicar velhas conquistas


Poder se expressar foi um direito escrito a sangue, isto é, cantar, andar, até mesmo sorrir era se comparar a um mensageiro persa em Esparta, pois no mínimo descuido, sem cabeça, sem língua – então - mesmo tendo memória curta, a recusa a nossos direitos não é fácil esquecer.

Estar sujeito a regras faz as pessoas refletirem em seus motivos, ações, e também porque as privam de algo que é vital, ou seja, não nascemos com definições de certo ou errado, ao vivenciar certas situações delas tiramos exemplos e os formatamos a fim de ter o porquê das lutas - exemplo disso foi Graciliano Ramos - mesmo ficando em condições que não justificava as suas ações, aderiu a ideais realmente nobres e nos mostrou algo a mais que uma grande obra.

Os direitos que temos hoje - com certeza - vieram de vetores que, indiscutivelmente, têm direção e sentido. Muitos são os jornalistas, músicos, lideres partidários e pais de família que foram oprimidos por exigirem uma liberdade - que hoje, alguns fazem dela objeto de dominação. Então, deveríamos restaurar os reais, direto e invertidos direitos que temos hoje, pois nem só de lágrimas, nem só de benefícios momentâneos os que queriam o que temos, lutaram pra ter, com tudo tê-los não só como um número vermelhinho no calendário é – realmente - fazer justo à linhagem sanguínea avançada.

Assim, desfrutar de direitos, não significa acomodar a, pois, sabemos muito bem que o que temos pode suprimir os que, verdadeiramente, nos cabe - então forte foram os que lutaram em prol da nossa liberdade de expressão, verdadeiros super-homens abdicaram a suas vidas em prol de podermos inspirar ares com um pouco mais de liberdade.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ode ao Burguês (Lista de compras)



Os cronistas contemporâneos, como sempre, têm pratos cheios pra devorar. Acontecimentos aqui e no mundo a fora nos dá motivos de sobra para análises um pouco mais criticas, sem intuito ou pejorativas, isto é, uma guerrinha que acontece ali do outro lado aparenta ser mais próximo de um buraco negro que LHC, o clima louco, que começa a atacar o centro-sul e centro-oeste do país vem a mim como uma revidação natural, afinal de contas eles por lá são os que mais castigam o ecossistema, e o Brasil se encanta com os “olhos” da Maysa.

É incrível a tamanha falta de ideal, como eles conseguem fazer do martírio um ideal de vida, como podem apertar um gatilho sem exitar em direção de um irmão, será que 77 virgens no paraíso é tão importante assim? Não costumo criticar a cultura alheia – a nossa eu critico, convenhamos que pagode e outras coisas aí são tristes – no entanto, frases idiotas cabem aqui sem pestanejar, o nosso direito acaba quando começa o do outro, a galerazinha do HAMAS ou a equipizinha de ISRAEL, movidos por suas crenças é claro - mas - nenhum deles vivem isolados do mundo, seu atos barbarizam “telespectadores” e ferem de todas as formas centenas de pessoas – se eu não me engano, aquele povo lá é descendentes de um mesmo homem, é palpável a discussão que o terrorismo traz, todavia, ele traz algo a mais que isso, “o terrorismo nos mostrou uma nova forma de conflito, o insolúvel”.

O trecho do São Francisco, aqui em Juazeiro, já começou a trazer as águas de Minas, com sua a "aparência um pouco barrenta" ele segue o seu ciclo - vamos ver até quando, com esse programa ai de transposição, até comerciais hipnóticos a tevê já está mostrando, mas, não vim aqui falar disso. Mesmo acreditando que as variações climáticas sempre aconteceram, é indiscutivelmente afirmar, com as mais verídicas das verdades que os humanos são o pivô disso todos os problemas, quando falei de ciclo isso é verdade, pré-cambriana, paleozóica, mesozóica, cenozóica e por ai vai, estes períodos mostram que a terra viveu sempre ciclos de cheias, secas, calor e frio, no entanto nunca tivermos a ação humana tão presente assim - deixando o meu lado cético de lado - posso até afirmar que a natureza começou a contra-atacar - que é justo - não como o povo lá da palestina, mas ela tem estratégias excelentes, a prova disso são os dinossauros, não tínhamos nem a metade do tamanho deles, hoje eles são historia, amanhã seremos nós.

No meu tempo de banda tínhamos que, alem de cantar, ser "show man's", pois cantar e apenas isso não era o bastante, tinha milhares de pessoas que faziam isso, precisávamos de algo que diferenciasse. Acho que essa idéia não foi nossa, durantes algumas semanas a GROBO esteve apresentando a mini -série Maysa, conta a historia de uma cantora de um gênio forte e uma bela voz. A Maysa foi exposta – pelo seu filho o diretor da mini-série - ao Brasil. Sua forma de ser era contra todos os valores que existiam na época. Mas falando em primeira pessoa, a restrição de idade para ver o programa era apenas de 12 anos, o que um garoto ou garota pensa de um programa onde uma cantora que (não precisava mais de nada, sua bela voz e época era o bastante para se sobressair) o que eles acham de ver a sua família reunida "abismados" por aqueles olhos verdes e muitas senas de traição, quebra de valores familiar, apologia ao fumo e abandono paternal? Novamente deixando meu lado cético, religiosamente falando a família é a base da sociedade, até da Formula Um, que rende mais que uma mini série, tiraram as propagandas de tabaco, jornais comparam números de mortalidades e abandonos infantis, resumindo, é muita falta de opção mesmo e o BBB ta ai gente!

Aquele cara do filme O dia em que a terra parou – portanto - ele poderiam da um jeito na raça humana. O que há de comum no que foi visto aqui é o simples fato da culpa não ser alheia.“Não podemos arriscar a vida de várias pessoas ou de um planeta inteiro, só pela presença de uma única espécie”, será esse mesmo o desfecho dos nossos filhos, encontrarem guerras em “terras santas”, rios sem as mínimas condições de serem movidos de curso sendo obrigados a isso, a mídia exibindo e horários quase nobres, cenas de quebra de valores - ou melhor - inversão de valores, o Brasil se comovendo com as vitimas de catástrofes ambientais – preservação, ninguém sabe o que é isso, então não há muito o que resumir, diferentes mentes podem interpretar isso que escrevi, tachado de alguma coisa sempre fomo, não vai ser agora que vai mudar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Hoje é domingo é dia de feira...


Manhã de domingo, meus olhos brilhavam na esperança que meu pai me desse 50 centavos – ta pensando o que, a moeda naquela época era forte – já sentia o gostinho do picolé da feira, melhor ainda quando vinha premiado ou sem pestanejar, fraudávamos um – “olha só! Você encontrou um premiado, tome outro de brinde” – era arriscado, mas soava muito gostoso e com cobertura de caramelo então, arriscado? Sim, no entanto não tínhamos nem a noção nem o interesse – naquele filme Quebrando a Banca, aqueles sim, tinham a intenção, éramos movidos pelo sabor gelado, nada a mais que isso. Meio dia, aquele sorrisinho no cantinho da boca, o docinho que mainha servia após o almoço de domingo era a melhor parte, pena que era só no domingo – mas, ser só um dia é o lado bom da coisa toda – o domingo, sem dúvidas, era o meu dia predileto, como se refere o meu sobrinho a qualquer coisa “huuuuum é o meu predileto”, nunca que entendo isso, será aquele senso de não desagradar, será que ele acha a palavra bonita ou é mesmo o predileto dele? Logo mais tarde me reunia com os guris mais novos – o sorriso o mais medonho possível – é agora que eu me vingo dos tempos de ditaduras, ser o mais novo é doído, mas tem seus pontos bons. “Vamos lá garotada, vocês têm uma missão, só os fortes sobreviveram, só com trabalho em equipe e muita coragem vão conseguir chegar vivos”, essa era a minha oratória antes de qualquer missão, o brilho - não sei se de emoção ou de medo – suas expressões faciais, seus olhinhos remelentos e seus shortinhos no rego, com certeza era o código de barra da minha tropa, sempre pronta é claro, pras maiores missões. Suas tarefas bem desenhadas em forma de mapa, todas preparadas com antecedência para dar tudo certo – o problema seria quando no mapa apontasse 20 passos em direção ao baixão, se nos 15 já estavam na beira d’água, a barrigada era muito refrescante – servia também de desculpa para as mães. Lá pelo meio da tarde, paquerava as meninas que passava na ponte, tinha uma vergonha quando uma delas olhava – só se via o pulo para traz das gramas, vapu! No entanto não segurava os hormônios, era inevitável – mais adiante, já com responsabilidades a fundo, mainha pegava no meu pé para estudar, como eu queria entender aquilo, hoje um pouco mais velho entendo. A noitinha um banhozinho, uma roupinha limpa, afinal é dia de domingo vamos à rua ver umas mocinhas, quem sabe não é hoje que vou ter o meu primeiro coito, muito difícil, mas desistir nunca – sempre me lembrava daquele discurso para minha tropa, e não sei o que eles viam naquilo, no entanto tirava muita força. La na pracinha da igreja, um monte de meninas – pelo menus metade delas tinha a mesma intenção que as minhas, difícil era o contato, tu-tu tu-tu tu-tu o coração tava disparado ao ver aqueles lábios entre abertos quase tocando os meus, pensava se ia devagar ou não. Na volta para casa a preocupação – era véspera da minha viagem - ia mora fora - fazer cursinho numa cidade maior, sem saber já mais que lá teria a necessidade de escreveria relatos sobre minha vida, portanto evolução é sempre a palavra chave, adaptação vem junto a essa ação e acomodação, nunca!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Redação Nota 10

Redação: A lei Maria da Penha conseguiu diminuir em 35% a violência domestica no nordeste, apenas no ano de 2008.

Dissertação, Crônica ou Carta.

Conforto a duras Penhas

É incrível a tamanha inversão de valores em nosso país. A lei Maria da Penha – mesmo sendo um trunfo para as mulheres - expõe a verdadeira face do convívio familiar, essa que, pune rigorosamente não só aqueles que de joelhos prometeram amar e respeitar para toda a vida.

Num jogo antagônico, a parte “dominante” num relacionamento, por motivos que Deus sabe quais são, acaba mostrando que palavras e contratos são apenas da boca para fora, no instante em que, deixam de exercer o seu papel de parceiros e passam a agredir a verdadeira luz do lar, e só assim - com fortes exemplos disso tudo - é que engravatados tomam medidas para amenizar a situação.

Hoje, sabemos muito bem que numa relação só da pra ter idéia quem está dentro, seja ela qual for, os casos de violência familiar diminuíram a partir do momento em que eles vieram a publico, no entanto muitos ainda estão encavernados. Nem preciso citar exemplos do quanto o assunto está sendo abordado pelos meios de comunicação, pena que verdadeiras guerreiras tiveram que se sacrificar para isso ter acontecido, então, casos estão ligados a números e números estão ligados a ação.

Assim, em tempos de comemorações a antigos direitos, novos direitos e deveres vem a fio, a consciência generalizada da força a legitimação destes, pois mostrando a realidade pode mudar o mundo, então estas ações vão mudando pouco a pouco o dito-cujo, até que, de uma vez por toda, extingue tudo que poderá vir a ser violência.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O que se aprende pra comparar



Senhor mendigo da esquina do banco do Bradesco, olha para todos os sentidos todas as pessoas e suas “noias”, sabe os horários de todos e tudo; do homem engravatado que sai resmungando; a hora que a Joalina passa, destruidora como sempre; a menininha que tava reclamando com dor nas pernas - no meu tempo isso era caso de denguice aguda; “uma esmola pelo o amor de Deus, uma esmola “mew”, por caridade!” e por ai vai. Chegando a noite, uma briga na janela do segundo andar, o sobrinho da vizinha dando uns pegas na filhinha do gerente, me recordo daquela camisinha antiga - antes de usar tive que olha a data só faltavam três dias para o vencimento - incrível, geralmente elas vêm com data de vencimento exageradamente inalcançável, não sei o que isso quer dizer, lembrei daquele Palhaçozinho-Fantasma-Mago, Gorpo, que acompanhava a Adan ao ver uma sacola do Gigo voando, sorriso idêntico, Juazeiro anda suja, literalmente, só magia pra resolver.

Depois de analisar isso tudo, nunca mais tiro conclusões precipitadas, já que a criação é tudo! Ter o cabelo partido do mesmo lado que todo mundo, ligar a televisão no horário do programa de desenhos pra ver Digimon, era massa viu! A primeira temporada foi de mais, eu sabia os nomes de todos os Digi-escolhidos sem falar nos nomes das cidades japonesas, dava tudo pra escrever o nome de uma delas. Comparo com os “Roqueiros de Hoje”, ouço tanta “merda” por ai - pronunciar até que vai - experimenta pedir a eles pra escrever o nome da sua banda preferida, vai se surpreender, por isso que gosto de AC/DC, quer nome mais fácil? Se existe uma lei pra escrever estas coisas, eu sigo, nunca generalize, tem gente massa por ai, mesmo sem saber escrever o nome do que gosta. Reclamar disso é estranho, estudamos algo que “um” escreveu ao Rei de uma nação pra relembrar seu apogeu e ninguém reclama, não estou generalizando. Mas já que falamos em morfologia, olha que palavras massa, vou provar que MSN também é cultura. Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiotico, pra mim significou noite em erupção tentando encontrar em o que aplicar isso ai, engraçado mesmo são as frasezinhas que tem lá, olha só - em tempo real - Gangueros e Reggaeros, depende da criatividade de quem ler, mas será que tem algo a ver com uma banda de Reggae feita por caranguejos. Lá vai mais uma – Costumam que desejam granjear as graças de alguém – massa “vei” Maquiavel, com uma adaptação e humildade de quem escreveu, ta vendo MSN é cultura.

O que acontece se pegar a sua bagagem, seu conhecimentos, tudo que se matou pra entender e começar a fazer comparações? Eu, com certeza só viria desenho animado misturado com desenho, misturado com bandas de rock, misturado com algum personagens de filme, olha só: mais NERD no primeiro livro de Platão república; mais corajoso que Scarf de O Vento Levou; mais petulante que Charles Chaplin; mas Maquiavélico que Cartman; mais intenso que as obras de Victor Hugo; mas NERD que James Hames; mais NERD que a depressão de Florisbela e Lord Byron juntos; mais poliglota que Rainha Elizabeth e o Papa; mais pensativo que Amélie Poulain; mais NERD que todos os NERDS; ta vendo! Luto, estudo, passo fome - olha o drama - tudo pra ser mais o menus assim quando crescer. As comparações surgiram numa conversa pelo MSN.

Sem nenhuma apologia a marca ou empresas, mas como já falou grandes mestres, o meu leitor entende melhor assim.